Inquérito às MPME do Concelho de Oeiras (resultados)

INQUÉRITO AOS MICRO, PEQUENOS E MÉDIOS EMPRESÁRIOS

Intervenção de Rogério Pereira
Coordenador do Núcleo de Oeiras da CPPME
Seminário «Como Estamos e Para Onde Vamos»

1 - CONTEXTO ACTUAL
“Em 2014, o número de empresas em actividade em Portugal aumentou perto de 2% face a 2013, destacando-se as microempresas e o sector da agricultura e pescas. Quanto aos indicadores de actividade, o volume de negócios registou um crescimento ligeiramente acima de 2% em 2014, depois de ter decrescido marginalmente em 2013” - “Análise Sectorial das Sociedades não Financeiras em Portugal 2010 “, Novembro de 2015.
- Mas Bruxelas não deixa de fazer alguns reparos: é verdade que a criação de emprego nas PME aumentou 3% em 2014, mas está ainda muito longe de cobrir a perda acumulada de 17% desde o início da crise financeira de 2008 … No caso das microempresas, a quebra do valor acrescentado foi superior a 36% desde 2008. - Relatório Anual das PME, 19 de Novembro no Luxemburgo pela Comissão Europeia.

2 – A IMPORTÂNCIA DAS MPME (dados de 2012, da Autoridade Tributária e Aduaneira)



3 – A OPORTUNIDADE DO INQUÉRITO
- Perceber como estamos, é determinante para direcionar medidas
- Perceber para onde estamos a ir, é determinante para (re)orientar rumos
- Conhecer a realidade será determinante para influenciarmos nessa orientação

4 – O INQUÉRITO
AS QUESTÕES:
- Qual a situação da empresa?
- Que factores de custo a influenciam?
- Impacto do comportamento das vendas?
- Questões de localização
- Que fazer?
AS RESPOSTAS:
- Total 139 (92 on line; 47 directas, por entrevista)
- Perfil das empresas que responderam
• entre 1 e 9 trabalhadores – 95,7%
• entre 10 e 49 trabalhadores – 2,8%
• entre 50 e 250 trabalhadores – 1,4%
- Recolha em outubro/novembro
DADOS RECOLHIDOS
Pedia-se que fosse pontuada a situação de 1, “Muito Crítica”  (pré-falência) a  5, “Muito Boa” (% das respostas)
Cerca de metade das empresas (48%) referiram estar numa situação muito difícil e, como o quadro refere, é no comércio e particularmente na restauração que a situação é mais critica
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Para aquela situação avaliada, pedia-se que fosse pontuada a influência dos factores de custo de 1, “sem influência” a 5 “influência decisiva” nos resultados. (%)
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Foi colocada a questão de ponderar de 1 a 5 a influência das acessibilidades e estacionamento [de sem influência a influência decisiva na marcha do negócio (%)]
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Para se avaliar de como a rentabilidade do negócio estará a ser atingida pelo comportamento das vendas, pedia-se para pontuar de 1 (sem influência) a 5 (influência decisiva)
NOTA: Nenhuma resposta referiu a pontuação 1 – sem influência 
23% das empresas consideram que o decréscimo do VV, embora influente, não implica riscos para o negócio. Contudo, esse valor é inferior aos que consideram que o futuro da empresa tem na facturação uma influência decisiva.
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Quanto ao "Associativismo", as perguntas eram diretas e pedia-se para, no caso de ser associado, referir a Associação.
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Era colocada a questão em termos de apreciação sobre o impacto na revitalização dos negócios como resultado das iniciativas realizadas pelas autarquias. Por questões de rastreabilidade geográfica, vieram a ser consideradas apenas as respostas recolhidas por entrevista pessoal
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À única questão colocada sobre as perspectivas ("Para onde vamos") três hipótese eram colocadas em alternativa 
Nas situações em que o preenchimento ocorreu por entrevista foi perceptível que muitas das situações em que a resposta  "Esperar por evolução positiva" acontecia a afirmação de não existir alternativa...
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PRÓXIMOS PASSOS DA CPPME-Oeiras
  • Aprofundar questões e recolher propostas (Grupos de Discussão Sectoriais) 
  • Estabelecer Plano de Acção 
  • Estabelecer Parcerias com as Autarquias 
  • Em paralelo, lançar Campanha de Sócios

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